L'amant le plus fidelle
Obras a 1, 2, e 3 de Jacques-M. Hotteterre (1674-1763)
Jacques Martin Hotteterre pertence a uma época de códigos firmes. Códigos há que regulam, sequer formalmente, o jeito de as elites sócio-económicas interagirem em sociedade Em âmbitos artísticos, música, dança, pintura, determinados requisitos regem e incidem na técnica, nos modelos, nos temas, e as Académies velam para que isso assim seja. A vigilância implacável e o controlo obsessivo tencionam, antes como agora, atrelar o que foge. E ao mesmo tempo, não pode ser doutro jeito, há linhas de fuga, movimentos de desterritorialização. A obra de Hotteterre é música de intensidades difíceis de igualar. Move-se molarmente no território que se lhe impõe, nenhum problema há com isso, mas molecularmente porta intensidades, provoca impactos violentos e, engendra sensibilidades. L'amant le plus fidelle é um programa que explora estes movimentos na obra do insigne compositor francês, obra camerística de pequeno formato, a solo, a duas, e a três partes, e dá protagonismo, enquanto o restitui no lugar ao que por avoengo pertence, ao instrumento talvez mais querido pelo compositor: a gaita de fole.
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