
paulo p.
Música, filosofia, artes visuais
Director musical do Ensemble Hotteterre, paulo gonçalves foi graduado e pós-graduado por distintas unversidades em música antiga-flauta de bisel, em educação, em história da arte, em história e ciências da música, em filosofia, e actualmente ultima uma tese de doutoramento sobre a relação que se dá entre uma determinada pintura inglesa num regime de vissibilidade concreto -primeira metade do século XVIII- e a produção de subjetividades.
Foi membro do consort de flautas A Imagem da Melancolia desde o ano 2006 e do grupo de música antiga Resonet desde 2008, sendo chamado por outras muitas formações para colaborações específicas. A actividade concertística chegou da Galiza até a a Turquia passando por Portugal, Espanha, Inglaterra, França, Alemanha, Áustria, ou Países Baixos. Paralelamente aos projectos grupais há uma carreira como solista na que, para além do repertório anterior a 1800, são explorados programas de música contemporânea quer em formatos clássicos quer de maneira laboratorial, investigando sobre problemas estéticos concretos. Em 2015 funda o Ensemble Hotteterre como um espaço no que problematizar algumas das questões essenciais na prática musical actual dos repertórios produzidos nos séculos XVII e XVIII, desde assuntos organológicos até o pertinaz problema da expressão.
A investigação estritamente performativa no campo da interpretação visa confrontar a obra de arte em tanto acontecimento. Outras linhas de investigação seguem-se dentro de três áreas que não se confundem entre si, ainda existindo encontros não incomuns: a estética, musical em particular mas artística em última instância; a filosofia que desde a imanência em tanto que multiplicidade e diferença pretende lidar com a produção de novas formas de vida; a relação entre artes visuais e processos de subjectivação.
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